28.03.2014


Em meio a tantos eventos, não posso deixar de lado a categoria estilo de vida por aqui, afinal faz parte de alguns dos meus projetos profissionais, pessoais, e do meu dia-a-dia. Como já mencionei anteriormente se tem uma coisa que vim procurar na Austrália é mais conhecimento sobre sustentabilidade, pois sempre vi esse país muito mais evoluído nesse aspecto de acordo com algumas pesquisas que desenvolvi ao longo da minha carreira profissional do que nosso Brasil que ainda tem muito a evoluir tanto nesse como em muitos outros aspectos.

Sustentabilidade? Eco-friendly? Mas do que se trata esse tema?! Tão falado & discutido nos dias de hoje… Nos dias de hoje?! Não só nos dias de hoje, há mais de 20 anos atrás vem sido discutido assuntos com a preocupação e preservação do meio ambiente, aquecimento global e diferentes aspectos que faz-nos repensar no futuro desse planeta terra. Então, foi quando fiz meu primeiro curso voltado para sustentabilidade, um treinamento em ‘Sustainable Events Management’ [Gestão de eventos sustentáveis] que assisti esse vídeo que me tocou e me fez repensar e analisar o que nós temos feito e aonde vamos chegar. Nesse vídeo, especificamente em 1992 no evento Rio Earth Summit, Severn Susuki com apenas 12 anos, canadense e filha do ativista David Susuki parou o mundo em 5 minutos.

Parece tudo muito complicado pensar em todos esses fatores e problemas sociais, mas meu objetivo é descomplicar & simplificar, tornar idéias em ações, e isso tem tudo haver com uma simples atitude: mudança. De quê? Do nosso estilo de vida ou ‘lifestyle’. Então, inauguro hoje a seção lifestyle por aqui, onde aos poucos através do desenvolvimento de projetos vou compartilhar com vocês a inspiração desse tão sonhado estilo de vida sustentável. Todo dia é uma conquista, um desafio, uma mudança.

Vou dizer que não é uma tarefa tão rápida quanto parece, mas é prazeroso saber que cada um de nós pode contribuir de alguma forma através de maneiras tão simples & práticas e a partir do momento que conseguimos mudar nossas atitudes, se vira um hábito. Todos nós podemos nos tornar ‘Earth Carers’ = cuidadores da terra. Não inventei esse nome, na verdade é o nome do curso que finalizei ontem. Earth Carers ['full lives, empty bins' = vidas completas, lixos vazios] é uma instituição com o apoio do governo que dá suporte a comunidades da costa oeste australiana educando e apoiando através de cursos, workshops, projetos & eventos para reduzir o lixo em casa, escola ou trabalho e incentivar uma ‘eco-earth living’ = vida amigável da terra. Eles tocam muito na tecla de conservar mais e consumir menos. Tudo que envolve esse mundo de coisas que no final vira lixo.  De como recusar, reduzir, reutilizar e reciclar. Além de compostagem orgânica & etc, enfim eles compartilham dicas e idéias sobre como fazer isso acontecer. Foi muito bom fazer esse curso, conhecer ainda mais pessoas inspiradoras que visam mudanças, pessoas normais como nós, que trabalham, estudam, tem filhos, viajam, mas fazem a sua parte da melhor maneira possível. Obtive mais dicas, idéias e conhecimento. O curso possui conceitos parecidos com o Projeto ‘Living Smart’, do qual hoje faço parte também, porém abrange uma visão maior sobre praticamente todos aspectos de um estilo de vida sustentável. Earth Carers possui sua especialidade e abrange de maneira mais profunda sobre o lixo e o impacto que ele tem nas nossas vidas. O curso foi desenvolvido em diferentes lugares inspiradores como a Biblioteca Municipal do bairro de ‘Peppermint Groove’ (prédio moderno construído para a comunidade local) com grandes iniciativas sustentáveis que nem imaginava que existia como isolamento natural de temperatura com pedras e muita inovação no eco-design(que seriam muitos detalhes a descrever), além outras iniciativas já utilizadas como energia renováveis(eólica e solar), reutilização da água em diversos setores do prédio, captação da água de chuva, tratamento do lixo, etc. Nem todas funcionaram como eles queriam, mas a maioria sim, teve um custo-efetivo e inspirador para aquela comunidade. Detalhes sobre esse prédio posso detalhar em outro post, pois fiquei realmente impressionada.

Além do ‘Resource Recovery Facility & Anaeco Alternative Waste Treatment Plant & Tamala Park Landfill’ [Centro de reciclagem e tratamento do lixo]; ‘Mosman Park Men’s Shed’ [Grupo comunitário de homens que visam se encontrar para desenvolver projetos com reutilação de materiais como madeira, ferro, aço e outros. Eles possuem equipamentos doados incríveis e criam desde de brinquedos recicláveis para crianças como diferentes projetos com a comunidade local].

 E por final o ‘Earthwise Community Centre’ [Centro comunitário do bairro de Subiaco - Perth - que visa compartilhar idéias e conhecimento sustentáveis entre a comunidade local] e o ‘Remida – Creative Reuse Centre’ [Centro criativo de reutilização de materiais - que coletam diferentes tipos de resto de materiais de empresas e lojas, que consequentemente iriam para o lixo e os torna disponível para indivíduos de todas as idades, escolas, creches, artistas e famílias que buscam criar projetos ou idéias do que você imaginar].

7 Detalhe – Já sou visitante assídua desse lugar, pois nas produções dos eventos sustentáveis sempre procuro usar materiais reutilizáveis de lá para alguns projetos e meu cartão de visita também criei usando tudo do Remida(vou mostrar em breve por aqui). :)

 Enfim, esse post foi só um começo para inspirar & compartilhar um lifestyle sustentável.

Boas inspiradoras, sempre!

Bela Cap.

05.03.2014


Se tem acompanhado as boas por aqui já deve ter ouvido falar em post anterior sobre esse mundinho encantado do Fringe World Festival. É, encantado mesmo! Por isso mereceu mais um post. Foi muito gratificante e prazeroso trabalhar nesse festival ao redor de artistas e pessoas criativas do mundo inteiro. Foi uma equipe maravilhosa junto a ‘Independent Events’ durante um mês de festival, é por isso e mais uma imensidão de festivais & eventos(Laneway, Future Music, Soundwave, além de eventos corporativos e casamentos) que aconteceu e trabalhei no período de Fringe também que me fez sumir por aqui por alguns dias que as boas virão por aqui em breve. Enfim, mas o assunto de hoje é a emoção maravilhosa que foi o  Fringe World, onde conheci pessoas incríveis, vi performances fantásticas e que fez muitas pessoas felizes. É indescritível em palavras, pois cada detalhe, decoração, diferentes tipos de ‘venues’[lugares] em ‘set ups’[arrumação] vintages e divertidas, performances, são únicos. Essa mistura de comédia, arte, música, dança, performance, cabaret, burlesque vindo de vários lugares do mundo fazem de Fringe um lugar muito especial. O centro da cidade de Perth fica incrivelmente diferente & alegre, com pessoas indo e vindo a todo tempo. ‘Farewell’, se leu até aqui pode estar se perguntando o que significa, ‘farewell’ é despedida, adeus ou partida em português, pois Fringe chegou ao fim por esse ano. Então, se conseguiu captar um pouco desse sentimento, confira algumas das imagens em filtros que eu captei com meu iphone entre um momento ou outro do festival, e outras fotografadas pela boníssima parceira de trabalho e irlandesa Ciara Eckhorst [Thanks Ciara! ]. As fotos estão com pouca qualidade, mas representam um pouco do que vi e vivi dessa magia, além de ter um ‘ar vintage’, bem estilo ‘FRINGE’. :)

7E para finalizar, Fringe nos surpreendou com uma despedida secreta e divertida somente para staff e artistas no ‘The Bakery’, um bar underground em Northbridge, se é que se pode chamar de bar, é tipo uma mistura de bar/casa de show ao ar livre e boate estilo anos 80 em meio a enormes containers e um decoração psicodélica fazendo uma idéia de labirinto da criatividade, se é que me entende.

13 18 copyAgora Fringe World parte para Adelaide, capital do sul da Austrália. Então, adeus, ‘farewell’ Fringe!

Photolifestyle

Vou sentir saudades dessas boas…

Bela Cap.

10.02.2014


‘Eu quero festival’ volta já em seguida de Fringe World, como disse anteriormente, realmente é uma bombardeada de festivais, em época de temporada é assim mesmo, então não se cansem porque de ‘BOAS’ tem muitas. Apresento-lhes: Big Day Out.Big day out backgroundComo podem ver o nome já diz Big Day Out = Grande dia ‘ao ar livre’ digamos, que realmente é a pura verdade. Já fui como frequentadora e no time dos bastidores, e vou dizer que em ambas as experiências foram demais, me divirto de qualquer forma, HEHE. :) big day out retrospectiva option IIBDO, como também pode ser abreviado, é um festival de música anual que se tornou parte de uma cultura australiana ‘hype’ e musical não só dos dias de hoje como também de alguns aninhos atrás. Lançado há 22 anos no ‘Australian Day’[Dia da colonização da Austrália - 26/01] em Sydney, sendo mais específica em 1992, que se expandiu no ano seguinte para Adelaide, Melbourne e Perth. A Gold Coast e Auckland[Nova Zelândia] foram adicionados ao calendário em 1994. Foi fundado pelo famoso produtor australiano Ken West, que após a cisão com seu antigo sócio, se juntou com a C3, a empresa que administra o famoso festival Lollapalooza, nos Estados Unidos [e que também já rola em São Paulo], formando a ‘Creative Festival Entertainment’, mas ano passado outro grande produtor Adam Zammit comprou a parte de Ken West e se tornou o principal CEO do evento. O festival sempre conta com populares do rock contemporâneo, música eletrônica, atos internacionais tradicionais e bandas locais. Se tornando reconhecido como um dos festivais de rock mais bem sucedidos e de longa duração do mundo.1 copy2Sem contar com mix de públicos, que vai de jovens adolescentes a um senhor de 60 anos com blusa do metálica, HEHE. Enfim, chega de blá&blá e deixa eu contar o que rolou. Em 2013 pude ver grandes artistas como Red Hot chilli Peppers, The Killers, Yeah Yeah Yeah! e outras bandas muito boas que fui conhecendo ao longo da minha jornada aqui na Austrália. Este ano as bandas principais foram Pearl Jam e Snoop Dogg, vulgo Snoop Lion no momento[Ainda acho que esse novo nome não ‘pega’], Arcade Fire, Flume[músico de Sydney, que por sinal muito bom, não o conhecia] Steve Angelo e outros conhecidos da e-music foram os mais esperados desse BDO. Como de habitual nesses grandes festivais, tempo para fotografar é o que não me sobra, quem anda pelos bastidores sabe a correria que é por lá. Então, confira alguns dos melhores momentos fotografados por alguns parceiros da área.234Photo gallery por Brandon D.

Numa visão ambientalmente sustentável, Big Day Out tomou algumas iniciativas ‘green’ como: oferecer a opção de cada cliente fazer o seu ‘offset’[compensar sua pegada ecológica]. Para participar, um custo adicional de $1,34 é colocado no custo do bilhete, este valor é revertido em projetos de ‘offset’ para o plantio de árvores de eucalipto, que são plantadas em propriedades rurais. É uma maneira fácil e acessível de fazer algo bom para o meio ambiente. Um total de 34.050 participantes participaram desta iniciativa, que já está em vigor há 3 anos agora. Além da redução do consumo de energia, reciclagem proativa em todos os sites e auditorias energéticas do show, todos os quais também serão compensados através de ‘offsetts’. Banheiros movidos a energia solar foram usados nas edições da costa leste e um caminhão usado para carregar celular dos clientes também movido a energia solar. Não tive participação no projeto sustentável deste evento, já que como na maioria desses grandes e renomados tour festivais essas áreas já vem previamente definidas quando chega na cidade destino, o escritório principal do evento se localiza em Sydney. Confesso que para um festival desse porte fiquei um pouco decepcionada com a gestão do lixo deste ano, a quantidade de lixeiras espalhadas pelo evento não foram suficientes e não houve a coleta seletiva ‘onsite’[no evento], o que gera contaminação e dificulta a seleção do lixo após o evento. Isso pode ter acontecido pela mudança do local de última hora, pois iria ser realizado no Claremont Showgrounds, onde já existia um mapa de locação de toda a estrutura, mas por reclamações da vizinhança teve que ser relocado para a Arena Jondaloop. Enfim, isso é uma crítica construtiva para os próximos anos do Big Day Out, e um alerta para todos os grandes festivais, afinal amo ser frequentara e estar envolvida em todo esse mundinho e acredito que todo evento tem que deixar uma atitude positiva nesse aspecto. Numa visão economicamente e socialmente sustentável, um estudo revelou que os festivais de música em grande escala como BDO contribuem aproximadamente $ 5,2 milhões para a economia local, além de um aumento dos níveis de turismo e de emprego.

Então, de BOAS para melhores sempre!Belacap

Bela Cap.

29.01.2014


 

Voltando ao ‘Eu quero Festival’, conheçam as boas do Fringe World Festival, grande evento que estou trabalhando no momento.1- Fringe World BackgroundComeçou no dia 24 de janeiro e vai até 23 de fevereiro. Expandindo o incrível sucesso do Festival em 2013, Fringe World está voltando mais ousado do que nunca neste verão, o programa de 2014 está repleto de novas e familiares guloseimas. Com mais de 450 espetáculos disponíveis para visualização do público, com eventos free e pagos espalhados por mais de 60 locais tradicionais e não-tradicionais em toda a cidade de Perth, capital da costa oeste australiana[WA]. Confira os locais oficiais do evento aqui.2- FotoÉ um festival internacional de arte, música & cultura em performances diferenciadas e divertidas. Confira no site oficial do Fringe o programa do evento e programe-se. Nessa produção não tenho tempo de fazer muitas fotos em detalhes do evento, apenas em um momento ou outro com meu iphone, então também selecionei algumas fotos oficiais do instagram para que fiquem mais por dentro desse mundinho ‘fringe’.instamgram editionFringe é um festival renomado internacionalmente e incentivado pelo Departamento de Cultura e Artes do Governo de WA por estimular a cultura de fácil acesso para todos e tem orgulho de ser parte da Fringe Aliança Mundial, ao lado de oito festivais principais, incluindo: Adelaide Fringe, Amsterdam Fringe, Brighton Fringe, Edinburgh Festival Fringe, Fringe NYC, Hollywood Fringe, Praga Fringe e The National Arts Festival Fringe da África do Sul. Para mim é um festival super diferente e interessante, por ser realizados simultaneamente em vários locais, e as atrações nem se fala, são shows relativamente baratos pela qualidade, é realmente um conceito de entretenimento diferente do que se vê por aí. Além de ser de fácil acesso físico, pois a maioria dos locais ficam perto de estações de trem e ônibus, então nem se preocupa em tirar seu carro da garagem. Eles também realizam prêmios para o melhor show em cada categoria/gênero. Uma comissão julgadora composta por mais de quarenta pessoas de toda as indústrias culturais de Perth são convidadas para assistir e avaliar todos os trabalhos no Festival. Os vencedores obtém dinheiro, desenvolvimento, apoio e oportunidades de tour diretos como parte de seu prêmio. O Departamento de Cultura & Artes também suporta vencedores através do seu programa ‘Artflight’. Além do Martin Sims Award de Melhor Produção WA, é um prêmio anual concedido ao melhor trabalho ‘West Australian’ no Festival, o artista vencedor recebe $10.000 e apoio para um tour do seu trabalho a outros festivais nacionais e internacionais Fringe que fazem parte da Fringe Aliança Mundial. São grandes incentivos para que os artistas dêem o seu melhor. Confira abaixo mais algumas fotos do iphone que consegui fotografar na montagem do evento, toda a estrutura e decoração é feita de materiais reutilizáveis tanto adquiridos em Opshops[brechós] como reaproveitadas de anos anteriores, eu acho cada detalhe muito fofo dessa fantástica produção.

É uma época ‘busy’[ocupada] dentro desse Fringe World, mas são boas acontecendo a todo momento, então preciso estar por lá!

Até a próxima de BOAS,Belacap

Bela Cap.

 

15.01.2014


Neste post anterior comentei brevemente sobre minha passagem pelo interior do Sul do Brasil. Então, é com muito boas-vindas que hoje inauguro a seção Explorando da categoria Viagens por aqui. Assim como muita gente neste mundão afora, se tem uma coisa que eu mais gosto nessa vida é explorar. Viajar, conhecer, viver a cultura ou como quiser chamar, mas para mim é explorar.Não sou ala fazer excursões ou coisas do tipo muito programado, a não ser em exceções com a família que foi o caso desta viagem pelo sul, o que gosto mesmo é viver o estilo de vida da região como os locais vivem, de comer nos lugares que eles comem, usar transporte público ou bicicleta como for, e explorar os lugares turísticos e não-turísticos que as vezes são tão ou mais interessantes que os lugares mais visitados. Seja em qual lugar for, observadora que sou estou sempre a procura de meios e iniciativas sustentáveis da região.Nesta região(Gramado, Canela, Nova Petrópolis, Bento Gonçalves, Garibaldi, Nova Hamburgo e outras)  o que mais me chamou atenção é que em meio a esse Brazilsão já se existe cidades com modelos de primeiro mundo e sustentáveis. Educação do povo local, limpeza, organização & estrutura, transporte público, segurança, gestão de resíduos com a coleta seletiva, economia estabilizada, preservação dos parques e da biodiversidade local, tudo faz parte de um estilo de vida em que acredito que a maioria das pessoas buscam em ter.Mapa option IIMe encantei com essa pequena e significativa parte do Brasil tanto pela simplicidade do povo, como pela arquitetura, as flores e os todos esses mínimos detalhes que fazem a diferença e que são resquícios deixados da colonização alemã e italiana desta região. E a decoração de natal reciclada e diferenciada de garrafa pet e outros materiais reutizáveis nem se fala, ficaram incríveis[#Reciclar & #Reutilizar]. Curtam algumas das imagens que fotografei na minha visão pessoal destes locais.SONY DSC2SONY DSC515 option II

Espero que tenham captado todas as cores e boas vibrações desse lugar!

Boas sempre,Photolifestyle

Bela Cap.

 

10.01.2014


Como prometido, que tal mais detalhes sobre o último festival que trabalhei: Southbound 2014.1- Foto southbound belacap 2Celebrando 10 anos de festival, Southbound é um dos festivais mais renomados da costa oeste australiana. Produzido pela Sunset Events, produtora de sucesso local na qual admiro e tenho o prazer de trabalhar em praticamente todos os seus festivais. Posters juntos teste 2Foi realizado nos dias 3 e 4 de janeiro na região de Busselton, costa do Oceano Índico meridional da Austrália Ocidental. Há apenas duas horas e meia ao sul de Perth, a região é famosa por seu litoral visualmente deslumbrante, clima mediterrânico, vinícolas mundialmente famosas, pastagens rurais deslumbrantes e floresta intocada. Southbound reúne o melhor da região para uma celebração global da música, arte, cultura e conscientização ambiental. Mais conhecido por seu icônico cais com dois quilômetros de comprimento e baías turquesa muito calmas, Busselton tem um ambiente descontraído e é um local popular para um feriado. 3 cópia5O festival possui área de acampamento para os participantes que quiserem se instalar a apenas 200 metros da arena montada no meio de Sir Stuwart Park. CHK CHK CHK, Asta, Big Scary, Bombino, Bonobo, Chet Faker, Crystal Fighters, Flight Facilities, Gossling, Grizzly Bear, Hanni El Khatib, Hermitude, James Vincent McMorrow, London Grammar, MGMT, Neil Finn, Pond, RÃœFÃœS, Solange, The Cat Empire, The Preatures, The Wombats, Tom Odell, MGMT, Vampire Weekend, Violent Femmes e White Denim são alguns nomes que tiveram a honra de se apresentar neste grande evento. O festival conta com dois palcos principais, um a céu aberto e outro em formato de circo fechado, além de várias áreas de chill out, esportes, área VIP, praça de alimentação e área divertida e descontraída chamada Coconut, decorada num estilo bem tropical e a cara do verão.7Mas o que mais admiro nesse festival eu ainda não citei, e é claro que é por ser um festival que desde suas primeiras edições desenvolve iniciativas sustentáveis, e já ganhou duas vezes em anos anteriores o reconhecimento do selo internacional Greener Festival Awards. Com o tema Ecobound na área sustentável do evento, suas iniciativas em 2014 foram desde o plantio de árvores, junto ao Greening Australia na região do SW com o objetivo de promover a biodiversidade, bem como ajudar a reduzir o nível de gases de efeito estufa. Essa inciativa poderia ser incentivadas pelos clientes pagando apenas $ 3 Green Fee opcional que eram adicionados em cima do preço do bilhete, assim reduzindo sua pegada de carbono do evento. Além de Estações de Reciclagem estrategicamente posicionados ao redor do local do festival para capturar os vários fluxos de resíduos e os resíduos biodegradáveis foram compostados ‘offsite’ que forão destinados a plantações de agricultores locais garantindo o bom uso do mesmo. Também incentivaram os clientes a coletar resíduos recicláveis ​​e levar um saco de latas amassadas ao centro de reciclagem, e em troca de cada saco coletadas eles recompensam com um voucher ‘Green money’ $ 5,  que poderiam ser trocados na Merchandising Store ou no bares para uma bebida. Além de outras iniciativas, demonstração do pedal power da Universidade Mudorch para o uso de água, iniciativas de gestão de um programa de carona entre os participantes e ônibus que saiam e vinha das cidades mais próximas, evitando assim mais emissões de carbono com o uso de carros, e outras.9Neste caso, aconselho lixos de cores diferenciadas quando é realizado a coleta seletiva, há uma melhor associação do público e evita contaminação, mas sei que em WA(Western Australia) a carência de aluguel de lixos é extremamente difícil nessa época.101112Parabéns Southbound pelos 10 anos de sucesso! Mais que merecido o selo de evento ‘eco-friendly’ belacap.com. Você pode conferir também mais algumas fotos frenéticas oficias do evento abaixo ou aqui.

Até uma próxima oportunidade de boas como essa!

Photolifestyle

Bela Cap.

 

06.01.2014


Voltando a ativa, depois de dias viajando pelo Sul do Brasil, visitando minha família na minha terra natal e passando fim de ano acampando e pedalando pelo Sudoeste da Austrália, estou de volta a grande temporada dos eventos em terras Ozy [gíria que significa australia/australiano(a)].1 com nome 2Boas? Sim. De novembro a abril, a temporada mais quente do ano é também a mais agitada. As capitais australianas, como em muitos outros países do mundo também, não param de tantos eventos que acontecem ao mesmo tempo, mais especificamente festivais, que por sinal incríveis, anuais ou novos, cada um possui sua característica em especial, seja nas atrações musicais ou no conceito que faz o evento acontecer para o público. É uma época que sou suspeita a falar afinal não só amo estar envolvida nas produções como ser frequentadora nata. Então, como uma boa ‘event & producer lover’, conheça a mais nova categoria por aqui: Eu quero festivalÉ bem provável que você já tenha experimentado um ou mais de um festival. Você vai lembrar desta experiência que vai estar presente em suas conversas para o resto da sua vida. Para alguns, festivais podem ser alguns dias de sol escaldante, desconforto e muita gente. Mas o fenômeno de um festival é muito mais que isso. Festivais é uma chance de conhecer sua tribo, seu estilo, sua identidade. É uma ocasião que acende conceitos de comunidade & cultura. Festival é uma prova que pessoas lidam com aquela vibração indescritível e a música é talvez é um dos melhores presentes que nós humanos nos demos.Festival 4Nada como estar na frente de uma banda que quer estar naquele palco e levantar aquele lugar. Algumas das melhores performances que vi na vida, é como se o poder de todo aquele público é transferido para os músicos que é consequentemente sinergisado na música, uma troca de energias constante. Festivais não surgiram nos dias de hoje, nossos ancestrais, tribos, comunidades já bebiam e celebravam sua cultura seja pela religião ou tradição. Cada festival possui sua peculiaridade e geralmente é influenciado pela cultura local, mas há também os que não fazem parte daquele meio e povo, mas se tornam ainda mais interessantes por serem diferentes. Festivais são feitos pelo povo e para o povo.

SONY DSCLembro quando tinha 12 anos que fui assistir um festival cultural no chamado antigo Posto 7 numa praia conhecida da minha terra, eu chorei assistindo aquilo. Parece bobagem, mas foi contagiante e as pessoas que estavam ali presentes sorriam e vibravam. Pensei que se fizesse as pessoas sorrirem da mesma forma estaria feliz no que escolhesse para fazer na vida. Daí estou eu ano passado [2013 já é passado, nossa!] trabalhando no Soundwave, um dos ingressos mais concorridos da Austrália e as melhores bandas. A emoção de ver aquela vibração do Metálica jogando aquelas bolas imensas sobre o público e James Hetfield, que já foi considerado várias vezes um dos melhores guitarristas do mundo, fazendo um solo incrível foi simplesmente fantástico. Robert Plan com uma nova formação de banda, mas cantando como no Led Zepling no West Coast Blues & Roots Festival não tem palavras. Ou simplesmente no mais folk festival da Costa oeste australiana, o Fairbridge que no meu primeiro ano parecia coisa de filme, cada simples detalhe, atração, workshops, do novo ao velho, famílias  e crianças a ‘event lovers’ como eu. Tive a oportunidade de ver grandes artistas em grandes acontecimentos.É tudo muito impactante, mas hoje possuo uma visão diferente em cada detalhe que eu vejo num evento. Já pensou o tanto de resíduos que 20.000 pessoas podem gerar em 3 dias de festival? Ou um evento com 150.000 pessoas? O tanto de água e energia a ser utilizado? É uma quantidade absurda e pode ter um impacto negativo na natureza ou comunidade daquele lugar. Talvez essa visão ainda não tenha chegado em todos os lugares do mundo, mas acredito que cada dia mais o público se importa. Ter a melhor atração, o melhor conceito, decoração, mas não ter uma preocupação de deixar um sentimento positivo naquela região não faz sentido. É preciso se pensar sustentavelmente em cada ação que tomamos hoje em dia e eventos não deixa de ser uma delas.

Espero ainda poder ver ou participar de muitos eventos & festivais, e sustentáveis, por aqui e pelo mundo. ‘Eu quero Festival’ ainda tem muitas boas por vir. A deste fim de semana que passou foi o Southbound 2014, que trabalhei e as boas virão logo logo por aqui. ;)

Bela cap.Photolifestyle

 

 

05.12.2013


As boas de hoje é que convido a todos para que conheçam ‘The Green Scene’. Na nossa língua portuguesa, ‘The Green Scene’ = Cena Verde. Você já pode ter lido sobre na seção Projetos do site, no qual faço uma breve descrição sobre, mas que tal um pouco de mais detalhes.1Minha paixão por eventos e sustentabilidade não surgiu de hoje, sempre fui inspirada pelos meus pais de alguma forma. E meu contato e preocupação com a natureza sempre estiveram presentes em minha personalidade e em tudo ao meu redor. Desde o início de minha carreira na área de eventos, tentei implementar idéias sustentáveis. No meu primeiro projeto de evento amador em parceria com a bióloga Gabriela Gama, Festival Art Surf Francês, no qual foi realizado em seis edições junto a um trabalho com a cultura local, fizemos campanhas e abaixo assinados para a preservação da área de reserva da Praia do Francês e tentamos realizar um evento mais limpo e ‘green’ possível, criando uma estrutura usando materiais reutilizáveis e um ambiente criativo e ornamentado, com o pouco que tínhamos disponível. Na produtora que trabalhei, aos poucos tentei implementar o conceito em alguns eventos, cheguei até desenvolver um projeto de um evento exclusivamente sustentável para eles somente através de pesquisa e curiosa que sou, porém não tive tempo de executar, pois senti que precisava explorar mais profundamente sobre essa área. Minha busca incessante pelo conhecimento em sustentabilidade e por um estilo de vida mais ‘green’.Go GreenDesde que cheguei na Austrália busquei esses tão sonhados cursos, vou dizer que é uma área relativamente nova, não são todos que de início entende que tipo de trabalho nós fazemos. Mas finalmente encontrei minha especialização, fiz o curso em Gestão de Eventos na ‘Challenger’, e durante minha formação fiz treinamentos em ‘Sustainable Events Management’ com a verdadeira autora de várias publicações que sempre foram minhas fontes de pesquisa e inspiração, e diretora de uma das maiores empresas internacionais de Gestão Sustentável para eventos, a Greenshoot Pacific, no qual desenvolvem treinamentos por todo o mundo. Meegan Jones, esse é o nome dela, prestava atenção em cada palavra minuciosa que ela falava, um verdadeiro dicionário ambulante.2Minhas professoras da especialização sempre me apoiaram nesse meu nicho e ficavam impressionadas como em todos os meus trabalhos, eu de alguma forma incluía a sustentabilidade neles, mesmo que não fosse o tema. Acredito que sustentabilidade não se trata mais de um tema, e sim de uma necessidade. Fui voluntária e também trabalhei em vários eventos de diferentes empresas desde que cheguei na Aus, tudo para adquirir mais conhecimento e ter diferentes visões do que pode ser implementado numa visão sustentável para eventos. Todo dia se tem uma nova descoberta e idéia, é uma área em desenvolvimento constante e que vem se tornando essencial para qualquer tipo de evento.

Falei de um pouco da minha jornada, menos da ‘The Green Scene’ ainda, que surgiu quando menos esperei, mas quando mais sempre busquei.3Em parceria com a canadense já quase australiana Jamie Van Edmond, mais outra inspiradora personalidade que conheci nos redores de Fremantle. Jamie possui  mais de nove anos de experiências em projetos de Gestão Sustentável em diferentes áreas, além de ser velejadora e ter uma paixão em comum que é o surf. Criou várias iniciativas ‘green’ com relação a estilo de vida & sustentabilidade ao redor de Fremantle, além de ser voluntária em vários projetos locais e internacionais de proteção a natureza. Admiro muito sua garra e paixão pelo que faz assim como eu tenho. Nossa vontade de juntas fazer acontecer, aconteceu.SONY DSC‘The Green Scene’ é um projeto de uma empresa eco-social com foco em consultoria de sustentabilidade que trabalha com empresas, eventos e pessoas para fazer a sustentabilidade acontecer um passo de cada vez. Somos uma pequena empresa com grandes sonhos e uma grande visão para criar mudanças positivas. Nossa missão é tornar a sustentabilidade prática e acessível para todos, inspirando e orientando uma atitude positiva. Se todos nós começamos a tomar medidas no sentido de ações mais sustentáveis​​, então o nosso efeito cumulativo global será uma mudança positiva para o nosso planeta, nossa sociedade e nossa economia local. ‘The Green Scene’ centra-se na educação e sensibilização, bem como indivíduo, como um todo, em um passo de cada vez.

Atualmente, nossos projetos em desenvolvimento se concentram na Austrália, mas a sustentabilidade é global, então não pretendemos parar por aqui.  Saiba mais pelo nosso website www.thegreenscene.com.au e acompanhe nossa facebook page.

As BOAS de hoje termina por aqui. ;) Belacap logo solo

Bela Cap.

 

 

 

28.11.2013


Bela Cap, prazer.

Nome Artístico que surgiu numa junção de apelido com as iniciais do meu sobrenome que acabou virando naturalmente minha marca como fotógrafa e nome reconhecido de carteirinha nos crachás da vida dos eventos. Para quem não me conhece, me chamo Isabela.

9Bela, Belinha, Bel, Isa, Lela, Abelhinha, Borboleta são só alguns dos apelidos que surgiram desde a minha infância. Dos últimos você pode imaginar o por quê, conhecida como voadora e imaginativa, num bom sentido. Decidi que deveria utilizar esses meus ‘insights’ em algo relacionado a criatividade, foi quando decidi estudar Comunicação Social e fiz alguns cursos de fotografia. Atuei na área como fotógrafa de Eventos por algum tempo e ainda hoje desenvolvo alguns trabalhos, mas esse detalhe entre essas duas profissões explicarei em outro post, pois uma coisa levou a outra e essa outra ainda puxa uma, enfim, deixa para depois. Durante minha formação experimentei também todas as áreas da publicidade, da produção de cinema independente e propaganda ao marketing, atendimento a redatora de agências, mas foi nos eventos que eu parei e na Sustentabilidade do mesmo que me especializei. Estou em fase de desenvolvimento constante e amo fazer cursos, me socializar e literalmente estar reciclando minhas idéias. Sou natural de Maceió – AL, nordeste do Brasil, onde comecei minha carreira na área produzindo eventos sociais, empresariais, festivais independentes e projetos locais, trabalhei numa renomada produtora de eventos Invent Produções, que costumo dizer que foi minha verdadeira pós-graduação. Mas minha sede por conhecimento e novas experiências em Eventos, Sustentabilidade e para a vida  me trouxe até a Austrália onde me proporcionou e continua me proporcionando vivências maravilhosas nos últimos dois anos. Atualmente, continuo trabalhando como produtora frelancer e desenvolvo projetos para que eventos sejam ambientalmente, economicamente e ecologicamente correto. E como uma boa publicitária e fotógrafa de background, dirigi, produzi e editei esses meus auto-retratos numa tarde divertida e criativa para o início dessa nova fase, do figurino ao cenário. As fotos foram realizadas no local que sempre imaginei e sou apaixonada, na antiga ‘Woolworth Stores’ no centro de Fremantle, WA, Australia. O figurino são roupas ‘second hand’ encontrada nos famosos brechós ‘Freo Op shops’ e vintage markets por aqui, simplemeste amo reutilizar e reinventar roupas estilosas e em bom estado, faz parte do pensamento sustentável [#Reutilize]. A autora do click foi Rosie Button, uma parceira da área que fez alguns workshops de fotografia comigo no Fremantle Arts Centre. Ela é da Inglaterra, Reino Unido(England, UK), mas reside em Fremantle também.1- Self P e Bio no logo34 5 6789 101112 13 14Ela possui um estilo de fotografia bem criativo e retrô, você pode conhecer mais sobre o trabalho dela aqui.

See ya!Photolifestyle

Até a próxima de boas!

Bela Cap.

25.11.2013


Inaugurando o belacap.com aqui, site e blog sobre meu trabalho & projetos, eventos, tendências, novidades e tudo que envolve esse meu mundinho e esse mundão criativo e divertido dos eventos. Costumo dizer que não são apenas eventos, são grandes experiências. Me emociono em cada uma delas. Festivais, Shows, Eventos esportivos, culturais, Parties conceitos e casamentos também. Divulgar eventos locais e do mundo mostrando um ponto-de-vista de uma ‘event lover’ e produtora. Estou aqui para compartilhar alegria, assim como faço no meu trabalho seja na Austrália, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. Sustentabilidade é também o foco desse canal informativo, já que não só faz parte do meu trabalho que vou apresentar ao longo do tempo, mas também do meu dia-a-dia e estilo de vida. Pretendo inspirar e orientar para que todos tenham essa visão de como a cada dia é mais importante implementar no nosso estilo de vida alternativas sustentáveis. Como parte do meu background, que vocês vão conhecer em breve também, a fotografia vai falar por mim em alguns momentos, vou utilizar o melhor da imagem tanto fotografadas por mim como por parceiros da área. Personalidades e empresas que admiro também, além de música, arte, cultura e viagens, criatividade e inspiração, uma sinergia de cores e sabores, tudo interligado. Como podem ver, o site foi desenvolvido em duas línguas – Inglês & Português, pois atualmente resido na Austrália, mas escolhi minha primeira língua para expressar em mais detalhes esse turbilhão de idéias e experiências que vivo e que estão acontecendo mundão afora. Como acredito nesse conceito de que imagens valem mais do que mil palavras, produzi um vídeo criativo com a grande parceira Videomaker Australiana Michaela Cohen, na qual admiro muito e já realizamos alguns trabalhos juntas aqui na Aus, para expressar um pouco do que estou querendo dizer. Agradecimentos especiais ao parceiro Webdesigner & DJ Lucas Lisboa que com muito profissionalismo e dedicação desenvolveu meu site-blog em todos os mínimos detalhes que imaginei, conheça seu trabalho aqui.

Confira mais sobre o incrível trabalho da Micha como Cinematógrafa no www.michaelacohen.com.au

Belacap

Enjoy!

Boas,

Bela cap.